quarta-feira, 14 de julho de 2010
Você cresceu, agora uma mulher. Minha mulher das pernas longas que querem caminhar sozinhas. Quando eu ouvia isso por aí, era difícil de acreditar que me aconteceria o mesmo. "Sempre acontece com os vizinhos", mas a nossa hora chega. E agora você tá aí. Eu aqui. Difícil é dormir sem antes passar no seu quarto e sentir o seu cheiro. Posso até te proporcionar um sorriso, mas não vou negar: coloquei uma boneca na sua cama pra ter quem cobrir, e dar beijo de boa noite. Parece coisa de louca, só que um dia a sua hora vai chegar. Não! De jeito nenhum! Não estou te agorando, "mas a nossa hora chega". Quero te dizer mais uma coisa: eu ando sendo uma pessoa infeliz. Já cansei de me ouvir isso, e nem pense que a culpa é sua. A ideia não era dividir minha infelicidade com você, era apenas explicar que desde a nossa ultima conversa eu ando incorfomada com as coisas que você me afrontou. Por 17 anos, já ouvi coisas piores vindas de você. Dessa vez eu não sei em que tempo estavam os verbos, se os sujeitos foram naturalmente atingidos, ou se os modalizadores foram enfatizados demais... porém o choro está sendo sempre bem vindo. E a colombina permanece com seu sorriso no rosto, dando gargalhadas da vida alheia, e a mando (de) seu arlequim. Você sempre foi bem vinda aqui, seu quarto ainda te espera (e eu também).
Da sua mãe.
aguardo resposta.
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Um comentário:
Aguardo ansiosamente.
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