quinta-feira, 29 de julho de 2010



       Fiquei esperando a lua cheia vir me acordar novamente. Seria o terceiro dia seguido em que ao abrir os olhos me depararia com aquela bola branca, brilhante, furada, linda. Mas ela não apareceu pra mim hoje. Acordei e encontrei chuva. Literalmente o céu chorava. Ele deve ter se identificado de alguma maneira com minha tristeza em relação a ausência da lua me olhando, e por isso chorou.
       Não chorei, mas fiquei me perguntando porque minha expectativa havia ido por água abaixo, realmente água. Acho que de tanto ficar pensando, não tanto, mas me flagrar pensando em alguns momentos dos dias anteriores no encontro seguinte com a lua, acabou interferindo em sua aparição.
       Dizem que não se deve criar muitas expectativas para algum fato do futuro pra evitar maiores frustações. O que de fato aconteceu, me frustrei: queria ser acordado pelo brilho da lua cheia batendo nos meus olhos; sem nenhum motivo específico, achei incrível acordar com ela nas duas outras vezes. Foi algo tão diferente, diria único, não encontrar o sol e sim, sua prima Lua. Não pude nem me contentar com a companhia da chuva durante o resto do dia, pois pelo decorrer dele constatei que havia sido apenas umas pancada de chuva da madrugada.
       Mas, como nada é como a gente quer - e isso eu posso comprovar - fico com o sol, e aguardo ansiosamente a próxima visita da lua à minha janela, prometo admirá-la com a mesma adoração que tive em nosso primeiro encontro...

Um comentário:

Matheus M. disse...

Espere sempre o suficiente, meu amigo. Nem mais, nem menos. Espere, sim, pois faz parte. Se não criamos expectativas, por menores que sejam, não sonhamos. Ficaríamos sem o rápido palpitar do coração, o suspiro ansioso e ofegante, sem espera. Mesmo que seja uma tortura, uma praga, ela está aí para ser enfrentada. Aproveita agora e vê se a Lua não está aí te esperando e você que não viu...